124. Neste ponto, conforme antecipado na Introdução às presentes Considerações, apresentamos alguns testemunhos exemplificativos de pessoas que puderam vivenciar em suas vidas o encontro com Cristo ou a redescoberta de uma relação viva com Ele. Por motivos de confidencialidade, não serão indicados os nomes, mas apenas a origem, garantindo que se trata de testemunhos autênticos, genuinamente compartilhados para a edificação da Igreja universal. Àqueles que compartilharam seus relatos, bem como às Conferências Episcopais que enviaram esse material, o Dicastério para a Doutrina da Fé expressa sua sincera gratidão. Em muitos casos, não se narram grandes feitos ou eventos prodigiosos, mas simples acontecimentos nos quais se manifesta a ação da graça na trama da vida cotidiana, permitindo que cada um reconheça neles algo de sua própria existência. Elas mostram como toda circunstância, mesmo a mais pequena e aparentemente insignificante, pode se tornar uma ocasião de encontro com o Eterno e uma etapa daquela história de salvação que Deus constrói conosco e para nós. Por razões de espaço, não é possível reproduzir todos os testemunhos recebidos; tornou-se, portanto, necessária uma seleção ligada aos temas do documento e à necessidade de evitar repetições. Cada um deles representa, no entanto, um tesouro de graça que testemunha como o Senhor, mesmo nesta mudança de época, não cessa de assistir e acompanhar sua Igreja. As páginas a seguir pretendem traduzir na linguagem da vida alguns dos aspectos desenvolvidos nos capítulos anteriores.
DO ABISMO DA DEPENDÊNCIA À LIBERDADE DO ENCONTRO COM CRISTO
125. O primeiro testemunho vem da Colômbia e mostra como, mesmo nas situações de mais profunda degradação moral e existencial, Deus não cessa de chamar a pessoa por meio da voz da consciência e de oferecer sua salvação por meio da obra dos irmãos: «Por volta dos 13, 14 anos, comecei a usar drogas, comecei a cair na impureza e a me envolver com gangues; andava por aí com as gangues, em brigas, manuseando armas, extorquindo, roubando, vendendo drogas. E essa era a minha vida. Minha família se cansou de mim, até que acabei morando nas ruas. Eu dizia à minha mãe: “Mãe, quero mudar”. Ela me dizia: “Não, você está doente, primeiro precisa se curar”. E eu respondia: “Mas o que você está dizendo? Sou capaz de sair dessa sozinho”. Mas eu precisava de ajuda; meu orgulho, minha arrogância não me permitiam isso. E sentia um desejo muito profundo no meu coração por algo mais, algo maravilhoso, algo bom, de amar, de me sentir amado. Não tinha onde morar, onde tomar banho, onde comer, nada. Pela graça e misericórdia de Deus [por meio da minha família, encontrei um centro de reabilitação administrado por uma fundação cristã], lá não se fazem terapias de choque nem se usam medicamentos; lá o que se vive é a oração: o Santo Rosário, a lectio divina, a Sagrada Eucaristia... Lá começou meu caminho de conversão. Naquele lugar, o Senhor começou a transformar profundamente minha vida, pois passei a perceber quantas feridas e quantos vazios havia em meu coração e quanta necessidade de amor, de perdão e da misericórdia de Deus. Depois, fui como missionário por dois anos e meio, me formando, servindo em retiros e conduzindo encontros. Depois disso, voltei para a fundação onde eu havia estado. Fiquei lá por um ano acompanhando os jovens como educador, compartilhando com eles um pouco do que o Senhor havia feito em mim. Agora tenho meu emprego e faço parte de uma comunidade que se dedica à oração, à missão e à evangelização. Deus transformou minha vida, meu coração e me tornou um homem novo».
126. Outros depoimentos mostram como, às vezes, basta uma circunstância muito simples, como o scrolling para ver as postagens em uma rede social, para que a graça torne possível um encontro capaz de transformar a vida, como conta um jovem da Bélgica: «Por volta dos 17 anos, eu queria ser batizado, mas não sabia aonde ir. Passei por sofrimentos amorosos, por um vício em álcool, derramei lágrimas. Um dia, navegando no TikTok, me deparei com uma oração. Foi como um choque elétrico e um consolo. Eu não era crente e vivia tudo isso com serenidade. Se hoje estou aqui, é em resposta ao chamado mais significativo da minha vida. Não se trata de uma reflexão intelectual, mas de um encontro pessoal em que Jesus falou comigo. Aproximei-me da Igreja sem acreditar de verdade, sobretudo por respeito aos meus avós e pelo desejo de preservar as tradições. Desde que tenho fé, tenho realmente outra visão do mundo. Sinto que tudo está bem, enquanto minha vida, antes do encontro com Cristo, era complicada».
127. Permanecendo no tema da redenção e da libertação, um testemunho significativo da eficácia libertadora do kerygma é oferecido pelo relato de um capelão que exerce seu ministério nas prisões de uma diocese do Canadá: «O contexto carcerário constitui frequentemente um lugar de crise e de releitura da vida. A privação da liberdade favorece um confronto consigo mesmo, com as próprias ações e com o sentido da própria existência. Nesse contexto, o pedido de batismo surge frequentemente como a busca por um novo começo, ou melhor, pela redenção. As pessoas com quem me encontro expressam frequentemente uma busca por sentido, além dos precedentes contextos de suas vidas. As conversas catequéticas abrem um espaço onde as grandes questões – sofrimento, culpa, perdão, esperança – podem ser abordadas de maneira estruturada. Evidencia-se, assim, que a conversão não se dá apenas a partir de um conteúdo doutrinário, mas também a partir de uma relação de confiança e de escuta. O acompanhamento pastoral, vivido ao longo do tempo, constitui uma mediação essencial por meio da qual a fé se torna compreensível e fidedigna. Um elemento central das conversões é o encontro com a imagem de um Deus que perdoa e levanta. Isso é particularmente significativo em um contexto marcado pela culpa e pela condenação. Observa-se, assim, um retorno do interesse pela dimensão espiritual e existencial da fé. A conversão surge frequentemente como uma experiência pessoal forte».
O “DESPERTAR” DO KERYGMA: O PAPEL DA FAMÍLIA E DA ORAÇÃO
128. Nas famílias, não apenas a mudança de época, mas também eventos trágicos podem colocar a fé pessoal à prova. No entanto, mesmo nessas situações, o Senhor não abandona seus filhos, como testemunha este relato proveniente do Chile: «Minha fé enfraqueceu a tal ponto que cheguei a declarar-me ateu. Em meio a esse deserto, veio um golpe devastador: a morte da minha mãe. Durante cinco anos, carreguei uma dor inconsolável; chorava por ela todos os dias sem encontrar respostas. Foi então que Deus usou o pretexto mais simples: a catequese da minha filha mais nova. Participei das reuniões apenas por obrigação. Foi nesse processo que aconteceu o inesperado: por meio da Eucaristia, experimentei um encontro – ou melhor, um reencontro – pessoal com Jesus Cristo. Ele tomou minha dor, enxugou minhas lágrimas pela minha mãe e me deu uma paz que o mundo não pode dar».
129. Outro testemunho, sobre os obstáculos à transmissão da fé na família, vem de uma mulher, mãe de família, da Eslováquia: «Meu pai era alcoólatra. Ele destruiu-me a mim e à minha mãe durante a minha infância... Quando bebia, ele ficava agressivo, xingava, blasfemava, quebrava os móveis de casa... qualquer coisa que estivesse ao seu alcance; muitas vezes tínhamos que fugir de casa. Ao longo dos anos, acumulou-se em mim um sentimento de falta de perdão e talvez até de ódio em relação a ele. Somente na comunidade, por meio da Palavra de Deus e da formação, compreendi que estava julgando meu pai pelo que ele era e que também estava julgando Deus por ter me dado um pai assim. Quando encontrei coragem, à luz da Palavra de Deus, fui até meu pai e pedi perdão. Foi uma experiência muito marcante para mim e, embora meu pai não tenha conseguido entender bem o que eu estava dizendo, percebi que finalmente havia encontrado a paz interior e que nosso relacionamento também havia melhorado. Embora meu pai não praticasse de forma alguma a vida religiosa, ele partiu para a eternidade reconciliado comigo e com minha mãe, depois de se confessar. [Hoje] junto com meu marido, nos empenhamos em transmitir a fé aos nossos quatro filhos. Nós os ensinamos também contando nossa experiência, não como moralismo (no sentido de que você também deve ver/fazer dessa maneira). Dizemos-lhes que Deus agirá de maneira especial também na vida deles, que é importante acolher tudo o que a Igreja lhes oferece como ajuda, para que possam viver uma vida que tenha sentido».
130. Outras vezes, é o cônjuge crente que envolve o outro em um caminho de fé, como testemunha esta experiência proveniente dos Estados Unidos da América: «Meu caminho rumo à Igreja Católica começou por causa da minha noiva. Ela foi criada como católica e sua fé sempre foi importante para ela. Enquanto nos preparávamos para o casamento, ela expressou o desejo de ter um casamento católico. Querendo entender melhor algo tão significativo para ela, decidi explorar a fé. Encontrei uma comunidade acolhedora e um grupo de professores dedicados que tornaram o processo de aprendizagem envolvente e significativo. Fiquei impressionado com a comunidade paroquial e com o bem que ela realiza na comunidade local. As pessoas de lá me transmitiram o valor não apenas de ter fé, mas de vivê-la. Enquanto aguardo receber o Batismo e a Crisma na Vigília Pascal, faço-o com gratidão e expectativa».
131. Na mesma linha, há um testemunho proveniente do Japão: «Um homem entrou em contato com a Igreja por meio do casamento com uma esposa católica. No início, ele frequentou os cursos de preparação para o matrimônio simplesmente como preparação para a cerimônia, mas, aos poucos, sentiu-se atraído pela acolhida calorosa da comunidade paroquial e pela serenidade da liturgia. Após o nascimento do seu filho, ele começou a se perguntar o que desejava transmitir a ele na vida e, depois de se dedicar a um estudo mais aprofundado da fé, foi batizado alguns anos mais tarde. Para ele, a Igreja, da qual se aproximara inicialmente pelo bem de sua família, tornou-se o lugar onde seu próprio modo de viver foi questionado».
132. Até mesmo o Sacramento do Matrimônio pode se tornar uma oportunidade para redescobrir a fé, como testemunha uma experiência relatada pelos Bispos de Angola: «Um casal de noivos: ela, católica, de uma família com uma transmissão geracional muito viva da fé; ele, indiferente a Deus e à religião. Ela informou-lhe que o avanço do relacionamento deles deveria ter como condição sine qua non o casamento católico. [Durante uma reunião familiar,] um padre, parente da família do noivo, confrontou a noiva católica por sua intenção de se unir a um homem que estava disposto apenas a proporcionar-lhe o prazer da cerimônia católica de casamento, mas que desprezava o valor intrínseco desse matrimônio. [O padre] confrontou da mesma forma o noivo, que se limitava apenas à parte carnal e desprezava todas as outras dimensões do valor do casamento. Ao refletir sobre o ocorrido, o noivo sentiu-se envergonhado de suas contradições… sem o mínimo de formação cristã, aquela que, agora, começava a fazer sentido para ele. Essa experiência incômoda despertou nele a curiosidade pela fé católica; ele começou a frequentar a catequese, recebeu o batismo, fez o curso pré-matrimonial, casou-se na igreja e tornou-se assíduo na liturgia e ativo na vida pastoral da paróquia».
133. Outras vezes, o despertar da fé nasce de experiências de oração e de partilha, como no caso de uma mulher leiga da Polônia, que conta ter redescoberto uma fé viva por meio de uma iniciativa promovida pelo movimento carismático católico: «Tudo começou com a decisão de participar de um retiro de algumas semanas no Seminário de Renovação da Fé. Na época, me parecia ter uma vida bastante boa, normal e organizada. Cada vez mais, porém, no fundo do meu coração, sentia que aquilo sobre o qual construía minha vida não era duradouro. O vazio que aparecia cada vez com mais frequência no coração não podia ser preenchido por nada. Percebi que a fé que eu tinha estava morta. Era apenas o cumprimento de certos deveres e práticas religiosas que me haviam sido ensinados. Durante o Seminário, conheci um Deus que ama gratuitamente, que é Pai, que cuida, que espera, que busca os perdidos para doar amor, felicidade e alegria. Foi meu encontro pessoal com Jesus, que “tocou” concretamente meu coração para me tirar da escuridão em que vivia há anos. Depois das lágrimas purificadoras, veio uma grande alegria, liberdade, força e esperança que preencheram todo o meu coração e todo o meu ser. Minha fé deixou de ser um acréscimo à vida; tornou-se o único sentido da minha existência. Deixou de estar morta e tornou-se viva. Finalmente me senti segura, livre e serena. As palavras de Santo Agostinho — “O coração do homem está inquieto até que descanse em Deus” — se cumpriram 100% na minha vida».
134. Outro testemunho particularmente intenso nesse sentido vem de uma estudante francesa: «Filha de um pai libanês xiita que se tornou ateu e de uma mãe francesa católica não praticante, cresci em meio a uma certa errância espiritual. Meus pais desejavam nos deixar livres em nossa escolha religiosa, mas esse silêncio foi, por muito tempo, uma lacuna. No entanto, desde os 8 anos de idade, encontrei uma Bíblia... esse primeiro impulso foi alimentado pelos meus anos de escola em Chartres, onde encontrava refúgio e paz sob os pilares da catedral após as aulas. O verdadeiro ponto de virada ocorreu em 2004, durante meus cursos de pré-vestibular [para ingressar na Universidade]. Sozinha, longe da minha família e oprimida pela pressão dos concursos, vivi uma verdadeira revelação. Certa noite, diante da minha mesa, a verdade se impôs: Deus existia, estava ali, bem ao meu lado, com uma presença quase palpável. Esse imenso alívio transformou minha solidão em um caminho em companhia. O Senhor então colocou testemunhas no meu caminho... [entre elas] um cristão maronita, [que] carregava em si uma fé radiante. Um dia, ao ver uma imagem do Sagrado Coração de Jesus que ele guardava na carteira, compreendi: era Ele, Jesus, que havia me visitado naquela noite no meu quarto de estudante. No entanto... o ritmo frenético do meu trabalho me levou ao esgotamento em 2019. Nesse colapso, somente Jesus me salvou. Então, empreendi uma peregrinação de cura… mudei radicalmente de vida. Hoje, minha vida é estável e feliz; sinto que finalmente chegou a hora de cumprir minha promessa. Ao receber os sacramentos da iniciação cristã, desejo selar para a eternidade minha aliança com Cristo, que nunca me abandonou».
135. Outras vezes, é a força da oração e dos sacramentos que sustenta em situações de crise, como testemunha a experiência de uma mulher originária da Jamaica: «Sou católica “desde o berço”, criada por uma mãe que era uma fiel católica. Quando criança, em uma cidadezinha da Jamaica, eu lia e até servia no altar, pois muitos paroquianos tinham pouca escolaridade e muitos não sabiam ler. Eu dava a Deus o que me sentia à vontade de ofertar. Havia momentos em que dava 90%, e outros em que era 20%. Há cerca de 15 anos, apesar de orar fervorosamente para sair de [uma certa] situação, parecia que Deus não respondia. Cheguei a um ponto em que senti que Deus simplesmente não estava ouvindo… concluí que não fazia sentido orar. Parei completamente de orar… seguiu-se uma grande crise de fé. Comecei realmente a questionar e a duvidar de tudo. Eu me sentia exatamente como uma impostora. Na verdade, eu estava ensinando o catecismo para as crianças, enquanto nem mesmo tinha certeza se acreditava no que ensinava. [Mas] Deus sempre sabe onde nos encontrar e como chegar até nós. Minha mente começou a compreender o verdadeiro poder dos sacramentos… e, acima de tudo, da Eucaristia: que Jesus está exatamente ali. Os desafios com os quais eu estava lutando e que causaram minha crise de fé ainda existem, mas o que mudou foi a minha maneira de rezar. O foco das minhas orações não é mais o que Deus pode me dar. Em vez disso, pergunto o que eu posso dar a Deus».
O TESTEMUNHO DA CARIDADE, DA CULTURA E DA BELEZA
136. Como já foi abordado anteriormente, um caminho importante de acesso à fé é a beleza (via pulchritudinis), aquela beleza que, como ensinavam os doutores medievais, é a síntese da verdade e da bondade. Em uma palavra, é a beleza do amor, que se manifesta em uma multiplicidade de formas. Justamente a partir do tema da beleza, capaz de unir o rigor intelectual à experiência estética, surge o testemunho de um estudante de neurobiologia da Suíça: «Cresci em uma família ateia; para nós, “cartesiano” era a palavra de ordem: frequentemente apresentada como uma antítese evidente à fé. A presença de Deus na minha vida se manifestou como um sopro de vento ao longe. A primeira vez que senti essa sensação de plenitude foi enquanto assistia a uma extraordinária interpretação de uma peça de Chopin. Depois, houve aquela noite em que, do alto de uma montanha na Crimeia, contemplei a imensidão do Mar Negro e as montanhas que se estendiam aos meus pés. Achei que estivesse sentindo aquela paz porque estava contemplando a beleza da Humanidade. [Depois], certo dia, passei pela porta da catedral de Chartres. A questão já não se colocava: a fonte estava ali, diante dos meus olhos. Não sei quando minha jornada com Deus começou, mas tenho certeza de tê-Lo acolhido na primeira vez em que me ajoelhei para rezar. Foi um banho de paz, um bálsamo para a alma. Quando percebi o caminho que estava trilhando, decidi manter-me à margem. Nos círculos científicos, qualquer menção ao assunto é acompanhada por longos debates, críticas depreciativas e até mesmo por verdadeiras blasfêmias. Minhas primeiras orações, meus primeiros rosários, minhas primeiras missas, eu os vivi sozinho. Pensava em me integrar à comunidade assim que tivesse adquirido conhecimento suficiente. Para minha grande surpresa, foi a comunidade que me acolheu. Tive a sorte de ser batizado graças à insistência dos meus avós maternos. Considero que chegou a hora de encerrar o capítulo da descoberta e avançar de pleno direito na minha vida de católico. Assim, iniciei minha jornada rumo à crisma».
137. Outras vezes, é a simplicidade da caridade, manifestada na gentileza e na acolhida, que abre as portas da fé, como no testemunho de um catecúmeno vietnamita, transmitido pelos bispos da Malásia: «Nasci em uma família budista. Cresci sem dar muita atenção à religião. Vim para a Malásia porque queria estudar inglês. No Vietnã, esses cursos são caros, mas encontrei um curso de inglês gratuito ministrado por cristãos filipinos. Fui acolhido por todos com calor humano. Eles ensinavam com sinceridade e até nos ofereciam comida e bebida. Pude constatar sua gentileza e generosidade. Tratavam a todos da mesma maneira. Durante uma das aulas, foi exibido um vídeo sobre a Paixão e a Ressurreição de Jesus, que terminava com uma pergunta simples: “Onde está Deus?”. Mas senti algo. Foi uma pequena emoção, mas ficou dentro de mim. Anos depois, conheci um [cristão] malaio por meio do trabalho e comecei a frequentar a missa com ele. Na igreja, as pessoas eram gentis e as homilias me tocaram. Mas a velha pergunta voltou: quem é Deus? Com a ajuda do meu amigo, me inscrevi nos cursos de catecumenato e, este ano, serei batizado. Sinto-me mais forte, menos assustado com os desafios da vida. Não estou apenas pronto para me tornar católico, mas pronto para fazer parte do milagre de Deus».
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